Filme: Jumanji – Bem-vindo à selva [Review]

Filme: Jumanji – Bem-vindo à selva [Review]

Você sente que está ficando velho quando filmes que você lembra de ter visto no lançamento estão ganhando remakes, afinal Hollywood sempre sente a necessidade de atualizar suas franquias para um novo público. Jumanji – Bem-Vindo à Selva é uma nova adaptação do romance escrito por Chris Van Allsburg para as telonas, e ao contrário da versão feita em 95 ele foca na ação e no humor.

O primeiro era mais fiel ao livro, com a trama se passando ao redor do jogo de tabuleiro que trás consequências para o mundo real, porém este novo põe o jogo dentro de um vídeo game antigo, algo na linha de um 16 ou 32 bits, que agora carrega os jogadores para dentro de Jumanji. Na trama acompanhamos o nerd Spencer (Alex Wolff), seu amigo esportista Anthony (Ser’Darius Blain), a CDF deslocada Martha (Morgan Turner) e a fútil Bethany (Madison Iseman). Por razões diversas os quatro acabam parando na detenção, onde durante uma faxina numa sala abandonada da escola encontram o misterioso vídeo game e a aventura começa. O elenco conta com Dwayne Johnson, Jack Black, Kevin Hart, Karen Gillan e Rhys Darby.

O diretor Jake Kasdan usa uma trama linear que remete aos games, onde os cada estágio é uma progressão até o desafio final. Aliás o filme faz muitas sátiras e alusões a clichês dos jogos digitais, seja no uso de NPC, cutscenes e até algumas regras dentro do mundo de Jumanji, mas acho que poderiam ter explorado mais este fator, algo mais na linha Scott Pilgrim contra o Mundo. O foco disso na verdade é uma história que fala de auto-aceitação e como pessoas diferentes podem encontrar coisas em comum para chegar a um objetivo.

Os atores compram a ideia muito bem, encaixando nos clichês e estereótipos ao qual seus personagens representam. Dwayne Johnson está bem, mas não me convence como um nerd dentro de um corpo poderoso, Karen Gillan diverte como uma garota desengonçada dentro de uma femme fatale. Kevin Hart está sendo Kevin Hart pra variar, mas quem rouba a cena é Jack Black, solto em fazer uma patricinha presa no corpo de um homem.

Este remake não é tão marcante quanto seu antecessor, mas isso não o faz um filme ruim. As piadas funcionam e a aventura tem uma pegada divertida que vale o ingresso. Espero que explorem este conceito de Jumanji em formatos diferentes, acaba sendo um jeito interessante de reinventar a franquia e experimentar coisas novas.

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