Filme: Em Ritmo de Fuga – Baby Driver [Review]

Filme: Em Ritmo de Fuga – Baby Driver [Review]

Uma boa trilha sonora pode fazer toda diferença em um filme e alguns a usam de uma maneira tão interessante que ela se torna praticamente um personagem da trama. Isto é o que acontece na película Em Ritmo de Fuga (Baby Driver no original), um filme com clima de mixtape que trabalha elementos já vistos em outros lugares de forma equilibrada e divertida.

Baby (Ansel Elgort) é um habilidoso motorista que devido a um problema auditivo está sempre ouvindo seu IPod e graças a erros do passado está preso ao criminoso Doc (Kevin Spacey), trabalhando como condutor na fuga de seus assaltos. As coisas se complicam para Baby após um dos assaltos não sair como esperado. No elenco Jamie Foxx, Jon Hamm, Lily James, Jon Bernthal, Eiza Gonzalez e Flea.

Os filmes de Edgar Wright costumam ter um ar “indie” que permite fugir das convenções cinematográficas comuns, o que pode ser visto tanto na “Trilogia do Cornetto” quanto em Scott Pilgrim contra o Mundo. Neste novo filme ele novamente foge do convencional, seja na construção da trama que usa muitas vezes a música como elemento base de narrativa, ou com a quebra de expectativa, fazendo muitas viradas na trama (principalmente no terceiro ato). Por mais que o roteiro não seja lá dos mais originais, recheado com clichês diversos de filmes com assalto e perseguição, a forma como Wright conduz a narrativa faz bom uso de todos estes elementos e o transformam em algo diferente.

Toda a representação daquele mundo tem uma pegada particular e exagerada que combina com a proposta, o que pode ser visto na personalidade dos personagens, suas motivações e em seus diálogos. Um dos pontos altos é o ritmo e a edição do filme, que explicam o que você precisa saber durante a história, as vezes através das letras das músicas que estão tocando. Elgort funciona bem como o protagonista, segurando o filme em meio a um elenco de peso como Jamie Foxx, Jon Hamm e Kevin Spacey. Eu gostei da química entre Elgort e Lily James (a cena na lavanderia é linda), mas acho que poderiam ter explorado mais a personagem dela.

Até o momento eu considero Em Ritmo de Fuga uma das melhores surpresas do ano. Sempre vale a pena valorizar uma obra original e bem feita em meio a tantas adaptações e remakes, ainda mais uma que entrosa perfeitamente duas das coisas que mais chamam atenção no cinema: Som e imagem. Edgar Wright nos presenteia com mais uma diversão inteligente e com uma trilha sonora que vale a  procura no Spotify!

Deixe um comentário

comments

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *