Metrópolis, de OSAMU TEZUKA

Metrópolis, de OSAMU TEZUKA

metropolisEu conheci Osamu Tezuka muito tarde na minha vida, infelizmente. Esse gênio dos quadrinhos tem muito a ensinar muito tempo ainda depois de sua morte.
Eu já tinha visto o anime Metrópolis, baseado nos quadrinhos, mas me encantou ter o volume finalmente na mão com a excelente edição da New Pop.
Li em uma sentada, uma leitura boa e tranquila.
Para quem espera o anime, vai se decepcionar. Os quadrinhos tem muito menos detalhes na ação e a intenção é muito mais infantil que juvenil.
Publicado originalmente em 1949, Metrópolis é um excelente exemplar de ficção científica. Segundo a sinopse da edição, Tezuka não tinha visto o clássico filme alemão de Fritz Lang , apesar seu pôster, e assim se inspirou para seu título.
O que sempre me impressionou com o Tezuka, e não é diferente com esse título, é que ele não tem medo de fazer quadrinhos. Ele testa e mexe com a narrativa sem receio de nada. Dá para notar a influência das animações em páginas inteiras com apenas 5 quadrinhos em sequência e páginas duplas com apenas uma ilustração. Ele consegue transmitir o que toda uma conferência de cientistas está pensando em uma ilustração apenas!
Metrópolis conta a história de Michi, um ciborgue que não sabe de sua origem e pensa que é humano. Isso é possível com a proteína sintética do dr. Charles Lawton e do Partido Red, liderado pelo infame Duque Red, o mestre dos disfarces. Claro que os vilões tem planos obscuros com Michi, mas o dr. Lawton consegue fugir com o milagre que é o ciborgue, e começa a criá-lo como seu filho.
No meio de tudo temos o detetive Mustachio e Ken´ichi que tentam ajudar Michi a descobrir quem é e qual é a sua função nesse mundo.
Gostando ou não de mangá, sempre vale a pena ler Tezuka e suas histórias maravilhosas, e Metrópolis é mais uma delas.

Por: Ana Recalde, especial para a sessão LEITURA RECOMENDADA

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