Hellboy II – O Exército de Ouro [resenha]

Hellboy II – O Exército de Ouro [resenha]

Hellboy II – O EXERCITO DE OURO (Hellboy II – The Golden Army) era um dos filmes relacionados à quadrinhos o qual eu estava aguardando para este ano. O personagem de Mike Mignola é um de meus preferidos, por sua relação com o terror literário de H.P. Lovecraft e também pelo próprio traço de Mignola, que ao meu entender, atingiu um ápice técnico único, no preciso uso de luz e sombra. No primeiro filme, dirigido por Guilhermo Del Toro, acompanhado à risca pelo criador do personagem, a estética do desenho e cores na revista de Hellboy podiam ser vistas em cada fotograma. A origem do Big Red foi mostrada com muito requinte e diversão.

Esta continuação, que também foi dirigida por Guilhermo Del Toro QUASE não aconteceu. O primeiro filme teve uma boa recepção, mas não foi nada expressivo que gerasse uma decisão de continuação imediata por parte da Universal Pictures. Mas acredito que este foi um dos fatores condutores que fizeram desta segunda parte da saga do personagem de Mignola nos cinemas soar diferente ao filme anterior. Del Toro criou uma história nova para o cinema, dentro do universo do personagem. Diversas criaturas novas saídas da criativa mente do diretor de O Labirinto de Fauno, que alimentam nossa imaginação e causam (pelo menos em mim causaram) um pensamento interessante ao que tive quando lia as primeiras histórias de Hellboy. Assim como eu pensei “como seria essa história no cinema”, este segundo Hellboy me levou a pensar “como ficaria esta história na arte de Mignola”.

O filme é muito divertido. Por vezes parece perder a medida do humor e da ação, mas Del Toro conseguiu equilibrar, e justamente no humor, aproximar as fantásticas criaturas da série, com a empatia imediata do espectador comum. As dores de amor de Abe Sapien (um de meus personagens preferidos na série), bêbado, junto ao seu colega demônio, ao som de “I Can’t Smile Without You” propicia um dos momentos mais surreais para os fãs da série. Surreais e hilários. Para quem gosta dos quadrinhos de Hellboy e não gostou de momentos como este, basta lembrar da paixão do personagem por panquecas na história “Panquecas” (que Mignola fez para a Dark Horse Presents Annual 1999). Tudo isto já estava lá, o humor sagaz, o non sense. Guilhermo apenas acentuou isto mais neste segundo filme, pois ele sem dúvida precisava soar mais simpático ao publico que desconhece o personagem. Com certeza, se não foi um argumento, foi uma exigência da Universal Studios para que este segundo filme ocorresse.

Os personagens novos são ótimos. Os irmãos elfos, o assustador Anjo da Morte, e as “Fadas dos Dentes”. Entenderá as aspas quando você assistir ao filme. E Ron Perlma É o Hellboy! O Abe Sapient de Doug Jones está impecável (como sempre)… Se eu comentar o resto, seria spoiler. Mas sem dúvida, é um filme divertido, e que precisa ser assistido sem o olhar puritano de um fã. Mas sem dúvida, é um filme divertido, e que precisa ser assistido sem o olhar purista de um fã.

E aqui, o meu habitual sketch. Procurei trabalhar linhas simples, pois admiro o domínio que Mignola tem no traço, em dizer muito, com tão poucas linhas.

Daniel HDR
Coordenador e Instrutor do Curso Dinamo HQ

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