Sarjeta do Terror #40 – Os quadrinhos de terror no Brasil: Criadores e Criaturas

Sarjeta do Terror #40 – Os quadrinhos de terror no Brasil: Criadores e Criaturas

A história dos quadrinhos de terror nacionais se consolidou especialmente com histórias curtas e hqs de antologia, aos moldes dos comics da E.C. no anos 50 e da Warren nos anos 60. Mas, em meio a essa dinâmica focada mais nas histórias, algumas criaturas se sobressaíram e se tornaram personagens clássicos que povoaram o imaginário dos leitores nas mais diversas épocas – até os dias de hoje.

Como não é surpresa nenhuma, as hqs de terror produzidas no Brasil se utilizaram muito de personagens vindos da literatura ou do cinema de horror, como Drácula, Lobisomem, Frankenstein, Múmia, entre outros, uma vez que estes personagens, de forma geral, eram de domínio público e já traziam uma popularidade vinda de outras mídias. Mas também houve personagens originais e genuinamente brasileiros, ainda que muitos inspirados no que veio antes. Vamos conhecer alguns dos mais importantes neste post.

 

O pioneiro: A Garra Cinzenta

Como um dos primeiros personagens de quadrinhos criados no Brasil e considerado o responsável por introduzir elementos como horror, o pulp policial e o sci-fi das histórias de super-herói ao país (antes mesmo que os super-heróis tomassem conta dos comics), Garra Cinzenta é frequentemente citado na coluna e tem um post só para ele. Criado por Francisco Armond (roteiro) e Renato Silva (Arte), Garra Cinzenta é um gênio criminoso que, utilizando uma máscara de caveira, aterroriza uma cidade cujo nome é ignorado. Sua marca registrada são cartas com a imagem de uma garra que deixa para suas vítimas, além de utilizar-se de equipamentos científicos avançados e contar com a ajuda do robô Flag e da Dama de Negro. Seu principal nêmesis era o Inspetor Higgins, que encabeçava as investigações na busca pelo vilão.

A Garra Cinzenta foi publicada na Gazetinha, suplemento do Jornal Gazeta de São Paulo, entre 1937 e 1939, uma página por dia, desafiando a rotulação de gênero por misturar elementos de diversos tipos de história. Além disso, a arte de Renato Silva tinha uma narrativa gráfica invejável para a época, com um dinamismo difícil de ver até nas hqs norteamericanas.

De Francisco Armond, que assinava um roteiro da Garra Cinzenta, nada se sabe, uma vez que ele não existia de verdade – era um pseudônimo. Por conta disso, até hoje não se sabe quem exatamente escreveu a história. Por muito tempo, boatos apontava para Helena Ferraz de Abreu, que dirigia a Gazeta de São Paulo, mas seu filho não acredita que este seja o caso.

Renato Silva, nascido em 1904, era filho de um jornalista e estudou Belas Artes. Começou a carreira em 1925, colaborando com cartoons para as revistas Vida Doméstica, Vida Nova, A Maçã e Shimmy. Em 1930, começou a trabalhar no jornal A Noite ilustrando contos, romances e folhetins para várias das revistas publicadas pelo grupo editorial. Foi em 1937, após ilustrar uma tira de jornal baseada nos romances policiais Pulp do Detetive Nick Carter para o Suplemento Juvenil de Adolfo Aizen, que o artista foi contratado pela Gazeta de São Paulo para ilustrar a Garra Cinzenta, pelo qual ficou mais conhecido. Renato Silva também atuou como professor de desenho e ilustrados de livros didáticos. Faleceu em 1981.

 

A musa e o monstro de Eugenio Colonnese

Eugenio Colonnese foi um dos tesouros das hqs nacionais. Não se restringiu apenas às hqs de terror, tendo produzido também quadrinhos de guerra e de super-herói. Mas foi através desse gênero que ele ficou mais conhecido. Colonnese criou alguns super-heróis nacionais, como Mylar, X-man, Pele de Cobra e O Gênio, mas os personagens pelos quais ele normalmente é lembrado foram dois associados ao horror: Mirza e O Morto do Pântano.

Mirza, a mulher Vampiro, foi criada em 1967 pelo (na época apenas estúdio) D-Arte  para a editora Jotaesse, com o intuito de pegar carona no sucesso das revistas do Drácula, da editora Taika. Surgiu na revista “O Vampiro”, mas sua popularidade logo lhe rendeu uma revista própria. A primeira história da Mirza tinha roteiros de Luis Merí Quevedo e arte do Colonnese. Mirza tinha, além dos elementos típico das histórias de horror da época, bastante erotismo, ousado para a época até, o que a diferenciava de outras histórias do período.

Mirza, a Mulher Vampiro era, na verdade, Mirela Zamanova, a sétima filha de um nobre polonês de uma linhagem amaldiçoada. Após quase ser estuprada pelo namorado da irmã, a maldição a transformou em uma vampira. Com uma nova vida, adotou o nome de Mirza e passou a vagar pelas grandes metrópoles do mundo, frequentemente se encontrando com seres sobrenaturais. De vez em quando, se passa por modelo profissional e é sempre auxiliado por seu criado, o corcunda Brooks. Uma das características que diferenciava Mirza dos outros vampiros clássicos era a possibilidade de caminhar durante o dia sem sofrer consequências.

Luis Merí Quevedo (Assinava tanto como Luis Merí quanto Luis Quevedo) foi um quadrinista argentino que trabalhou no Brasil e era bastante conhecido nos anos 60 por seu trabalho para a D’Arte e Taika.

Morto do Pântano foi criado no mesmo ano de Mirza, como contraponto a esta; enquanto a vampira era linda, sensual e navegava por paisagens urbanas, o Morto do Pântano era feio, grotesco e relegado às matas e ao pântano. Em termos de narrativa, as histórias do Morto do Pântano eram um pouco diferentes das de Mirza e meio que mesclavam o formato de antologia, o uso de apresentadores de horror com um personagem recorrente. Na história, o Morto era um ser repugnante que vivia em um misterioso e sinistro pântano, tendo como diversão vingar a humanidade, punindo os vilões que invadem seus domínios. Suas vítimas eram assassinos, ladrões, traficantes e outros malfeitores que o Morto assassina de forma característica: cortando suas cabeças com seu machado e abrindo-as.

Eugenio Colonnese nasceu em 1929, de mãe brasileira e pai italiano e começou sua carreira nas histórias em quadrinhos na Argentina, ilustrando a quadrinização do clássico O Médico e o Monstro, de Robert Louis Stevenson. Um pouco mais sobre o autor aqui.

 

Edmundo Rodrigues e a Bruxa

Nascido em 1935, Edmundo Rodrigues começou a carreira cedo, desenhando para a revista O Tico-Tico com apenas 14 anos e sua carreira ainda seria longa. Conhecido pelos desenhos de Jerônimo, o Herói do Sertão e Falcão Negro, entre outros, Edmundo Rodrigues chegou a editar as revistas da Marvel da editora Bloch em 1965 e criou diversos personagens, como Araken, Carrasco, Chico e Chica, Fantar, João Charuto, Máscara de Prata e Terror-Girl. Mas o seu personagem mais conhecido no terror é Irina, a Bruxa, definitivamente uma das personagens mais originais do gênero.

Criada em 1967 pela editora Taika, Irina era uma mulher loira que foi condenada à morte por seu passado de crimes e bruxarias. Mas, antes que seu corpo fosse consumido pelas chamas, jurou vingança contra todos. Foi retratada em tela por um pintor durante sua morte e, assim, consegue cumprir sua promessa e retornar, reencarnando sempre em mulheres jovens e bonitas para seguir com sua vingança. A única coisa que pode deter a Bruxa é o “Triângulo de Prata”.

 

Herdeiras de monstros

Considerando que Drácula sempre foi um personagem bastante popular, não é de se surpreender que o tipo de criatura mais comum nas hqs de terror brasileiras fossem os vampiros. Menos surpreendente ainda que alguns personagens reclamassem serem herdeiros do próprio Drácula.

Naiara, a filha do Drácula é provavelmente a mais conhecida das filhas do vampiro criada no Brasil. Começou a ser publicada pela Taika em 1968, criada por René Barreto Figueiredo. Os roteiros ficaram à cargo de Helena Fonseca, que já escrevia as histórias do Drácula para a editora. Apesar das duas primeiras histórias terem sido desenhadas por Juarez Odilon, foi Nico Rosso quem estabeleceu a personagem visualmente. Como era comum em personagens femininas na época, erotismo era parte integrante de suas histórias.

Na história, a loira, filha do conde Drácula, apesar de ser também uma vampira, se declarava uma inimiga mortal do pai. Raramente mordia, preferindo furar pescoços com facas ou estiletes para beber o sangue em taças de outro. Sádica, cruel e sem nenhum remorso, Naiara também costumava hipnotizar suas vítimas fazendo-as olhar fixamente para seus olhos amarelados. Em algumas histórias, fazia parte também seu animal de estimação, um leão vampiro, animal de circo que passou a lhe acompanhar.

A exemplo do que fez com Irina, a Bruxa, a editora Bloch publicou novas histórias de Naiara, em cores, desta vez produzidas por Carlos Araújo e Zenival, como parte da revista Capitão Mistério Apresenta.

Helena Fonseca, responsável pelos roteiros de Naiara, era uma das roteiristas mais ativas entre os anos 60 e 80, especialmente nas editoras Outubro e Taika. Uma das pioneiras nos quadrinhos brasileiros, escreveu uma porção de títulos dos mais diversos gêneros, como Capitão 7, Targo, Drácula, Juvêncio, Justiceiro do Sertão e, é claro, Naiara. Também trabalhou na revista Abril, escrevendo personagens da Disney como a Margarida. Em 1995, ganhou o Prêmio Ângelo Agostini na categoria “Mestre”.

Nico Rosso, outro mestre das hqs nacionais, nasceu em 1910 em Turim, na Itália, e se mudou para o Brasil em consequência da Segunda Guerra. Aqui, trabalhou com diversos gêneros, entre eles histórico, infantojuvenil, humor e guerra, mas foi produzindo hqs de terror que Rosso ficou mais conhecido. Deixou as atividades artísticas para trás em 1976, por questões de saúde, e faleceu em 1981.

Nos anos 80, uma nova filha do Drácula foi criada pela editora D-Arte: Nádia. Assim como sua antecessora, era loira e filha do personagem de Bram Stocker. Suas histórias foram publicadas na revista Mestres do Terror, e foi criada por Antônio Rodrigues com desenhos de Rubens Cordeiro.

Rubens Cordeiro começou a desenhar ainda criança, copiando os quadrinhos que seu pai trazia com trabalhos de Alex Raymond e Frank Robbins. Começou desenhando no Diário da Noite, mas seu nome ficou marcado nos anos 60, quando passou a trabalhar em hqs de terror e super-heróis. Nos anos 70, foi para a Abril, mas retornou ao terror nos anos 80, na editora D-Arte.

Apesar de não ser filha direta de Drácula, Michèlle também carregava seu legado. Criada inicialmente para tiras de jornais por Emir Ribeiro, em 1977, foi levada para os quadrinhos nos anos 80. Na história, Michèlle é uma jovem francesa prestes a casar, que é mordida pelo Conde Drácula. Sem saber, porém, ela tinha dupla personalidade, e a doença a acompanhou mesmo após sua pós-vida. Por isso, Às vezes ela é má e sanguinária, às vezes doce e bondosa. Caçada pelo ex-noivo, consegue se esconder no porão de um navio e acaba no Brasil, mais especificamente no Maranhão.

Emir Ribeiro é mais conhecido por ser criador da personagem Velta, mas escreveu tanto para os quadrinhos brasileiros quanto para o mercado norteamericano em editoras como a Malibu, Maximum Press e Marvel.

Mas não era só Drácula que tinha filha(s). O próprio demônio tinha a sua herdeira na forma de Angélica, a Filha de Satã. Criada por Basílio de Almeida em 1981 para a revista Spektro, da Vecchi, Angélica é a filha de uma mortal e do próprio Satã, que seduziu sua mãe e matou o marido dela. Angélica possui poderes por conta de sua herança, mas sua mãe, um espírito evoluído, a transformou num ser de poderes divino-infernais.

Angélica retornou em 2001 em A Última Missão, hq de Watson Portela em homenagem a Eugenio Colonnese, onde ela reúne diversos personagens criados por Colonnese para enfrentar seu próprio pai.

Watson Portela, também conhecido como “Barroso”, foi um dos primeiros brasileiros a se destacar no cenário da década de 80, em meio à hegemonia do gênero de super-heróis e das hqs americanas. É mais conhecido pelo álbum “Paralelas” e “O Último Voo Livre”. Se aposentou dos quadrinhos nos anos 90.

 

O Estranho mundo de Zé do Caixão – e sua filha

Fã confesso de histórias em quadrinhos, José Mojica Marins sempre deu um jeito de colocar seu personagem mais famoso, o Zé do Caixão, em histórias desta mídia.

Para quem não sabe, Zé do Caixão é um agente funerário amoral e niilista que se considera superior aos outros. Como não acredita em vida após a morte, busca a eternidade através do sangue, ou seja, da continuidade da sua linhagem. Para isso, busca a esposa perfeita, o que faz com testes sádicos e experiências macabras.

O personagem surgiu no cinema em 1963, mas em 1969 já estava nos quadrinhos, em O Estranho Mundo de Zé do Caixão, adaptação do filme homônimo e com a mesma estrutura de antologia, ao invés de ter o personagem como protagonista. Teve também adaptações de seus outros filmes, À Meia Noite Levarei a sua Alma e À Meia Noite Encarnarei no teu Cadáver, além de Prontuário 666 – Os anos de Cárcere de Zé do Caixão, que faz a ponte entre À Meia Noite Encarnarei no Teu Cadáver e Encarnação do Demônio, último filme da trilogia do coveiro.

Apesar de ser conhecido principalmente como diretor de cinema de terror, José Mojica Marins teve trabalhos anteriores que variavam entre faroestes, dramas, filmes de aventura, dentre outros, incluindo pornochanchada, comédia-sexo softcore populares. Mojica desenvolveu um estilo próprio de filmar que, inicialmente desprezado pela crítica nacional, passou a ser reverenciado após seus filmes começarem a ser considerados cult no circuito internacional. Mojica é considerado como um dos inspiradores do movimento marginal no Brasil.

Apesar das histórias de Zé do Caixão evitarem o sobrenatural, o mesmo não pode ser dito de sua filha, Liz Vamp. Criada por Liz Marins, filha de José Mojica Marins na vida real, Liz Vamp destoa do caminho do pai ao levar suas histórias para o lado dos monstros paranormais.

A personagem, criada em 2001, é uma vampira mutante (uma evolução da espécie), filha de uma vampira inglesa com Zé do Caixão. Apesar da relação consanguínea entre Liz Vamp e Zé do Caixão, os dois personagens possuem sagas completamente distintas, condizentes com as inspirações e gostos pessoais dos criadores. Liz Vamp é um híbrido humano/vampiro e possui vários poderes, os quais vão sendo descobertos ao longo de suas histórias. Na melhor tradição familiar, Liz Marins também é a própria intérprete de seu personagem.

Em 2004, a Impacto Quadrinhos publicou uma hq da Liz Vamp contando sua origem, roteirizada por Klebs Júnior, desenhada por Carlos Rafael e colorizada por Vinícius Andrade.

Klebs de Moura Junior é ilustrador e quadrinista formado em Comunicação Visual. Publicou quadrinhos nos Estados Unidos pelas editoras Marvel, DC, Malibu, Dark Horse e Valiant, além de lançar seus próprios personagens nas revistas brasileiras, Metal Pesado, Pau Nrasil e Brazilian Heavy Metal.

 

As criações oníricas de Fernando Ikoma

Um dos autores mais criativos dos quadrinhos nacionais foi, sem dúvida, Fernando Ikoma. Buscando sempre criar histórias diferentes e que fugiam do lugar comum, criou para a editora Edrel dois personagens que se destacavam do que havia sido feito até então: Fikom e Satã, a Alma Penada.

Fikom, criado em 1968, era um personagem mais voltado para o gênero super-herói, mas que também flertava com sci-fi, fantasia e horror. A história acompanha Mukifa, um jovem feio e desengonçado que encontra um medalhão que lhe dava a habilidade de criar um avatar chamado Fikom, bonito, forte e poderoso, capaz de navegar entre o sonho e a realidade, vivendo diversas aventuras. Fikom foi publicado em sua revista própria, bem como na revista Estórias Adultas (onde também produzia Sibele, a Espiã de Vênus). Em 2012, a editora Kalako lançou um volume republicando 5 histórias do personagem.

Satã, A Alma Penada, diretamente uma história de terror, acompanhava uma mulher má que, após sua morte, é julgada por Juízes do além e obrigada a ficar rondando o mundo dos vivos até cumprir cem missões que lhe foram impostas. Combatendo feitiçaria, doenças psíquicas, dramas internos de pessoas desajustadas e até mesmo atuando como contrapeso às injustiças às quais algumas pessoas eram vítimas, Satã era um tipo de Espectro (personagem da DC Comics). Também possuía um criado, o corcunda Bôo, outra criatura má que teve como castigo sua língua cortada.

Fernando Ikoma começou a fazer histórias em quadrinhos em 1968, trabalhando para a editora Edrel. Em sua carreira nos quadrinhos, ainda escreveria para a EBAL (O Judoka), para a Abril e para a Grafipar. No entanto, a maior parte da sua carreira é dedicada às artes plásticas, onde se mantém até hoje. Em 2011, retornou aos quadrinhos produzindo webcomics.

 

Esses personagens estão longe de esgotar a variedade criada ao longo das décadas nos quadrinhos brasileiros, mas servem como uma amostra das criaturas que se tornaram clássicas dentro do gênero por aqui. Ainda poderíamos falar sobre personagens mais recentes, mas por questões de espaço, decidi por me ater aos personagens mais tradicionais. Com isso, encerro a série de textos sobre os quadrinhos de terror no Brasil, mas essa não será a última vez que a coluna trata de personagens e autores tupiniquins, fiquem tranquilos.

Curiosidades:
– Além de ilustrar contos, folhetins e quadrinhos, Renato Silva também lançou o Manual Prático de Tipografia, considerada a primeira publicação do gênero no país;
– Morto do Pântano começou de fato como um apresentador de terror, como uma forma de substituir a genérica “caveirinha coberta por um manto”, que era usada à exaustão nas histórias do gênero da época;
– Nos anos 80, a editora Bloch republicou Irina em cores, alterando um pouco das cores da personagem, como aparecera originalmente nas suas capas;
– Em 1999, uma peça de teatro baseada na personagem foi lançada, com a atriz e diretora Agata Desmond (esposa de Edmundo Rodrigues) no papel de Irina);
– Nádia foi criada devido a um erro. Colonnese desenhou uma capa onde Mirza aparecia com os seios à mostra, mas Rodolfo Zalla ficou preocupado com a censura da época (auge da repressão militar) e retocou a arte, o que causou atrito entre os dois. Assim, Zalla pediu a Antônio Rodrigues que criasse outra vampira – e foi aí que surgiu Nádia;
– o livro “A Técnica Universal de Histórias em Quadrinhos”, produzido por Ikoma e outros, foi a primeira publicação brasileira a falar sobre quadrinhos japoneses;
– Apesar de ser descendente de japoneses, Fernando Ikoma nunca havia tido contato com mandas até conhecer o trabalho de Claudio Seto e Minami Keizi na Edrel;
– O nome “Fikom” vem da junção do nome e do sobrenome de Fernando Ikoma;
– em 2008, Ikoma, Ypê Nakashima, Minami Keizi e os irmãos Paulo e Roberto Fukue ganharam o Troféu HQMIX na categoria “Grande Mestre – a primeira vez em que o troféu premiava 5 artistas ao mesmo tempo;
– Liz Marins é a idealizadora do Dia dos Vampiros, criado como uma forma para incentivar a doação de sangue, além de defender a diversidade artística. A data existe desde 2002 e é comemorada no dia 13 de agosto.

 

Edições anteriores:

39 – Os quadrinhos de terror no Brasil: parte 2

38 – Os quadrinhos de terror no Brasil: parte 1

37 – Apresentadores de terror (Horror Hosts)

36 – Dylan Dog

35 – Monstro do Pântano (parte 2 de 2)

34 – Monstro do Pântano (parte 1 de 2)

33 – Criadores de Terror: Bernie Wrightson

32 – Super-heróis com um “pé” no terror: Doutor Estranho

31 – Os 70 anos de Eerie #1

30 – Plantão Sarjeta do Terror – Sombras do Recife

29 – Criadores de Terror: Rodolfo Zalla

28 – Da TV para os quadrinhos: Além da imaginação

27 – Vigor Mortis Comics – Volume 1

26 – Super-heróis com um “pé” no terror: O Espectro

25 – Warren Publishing: Contornando o Comics Code

24 – Prontuário 666, os anos de Cárcere de Zé do Caixão

23 – Da TV para os quadrinhos: Arquivo X

22 – Criadores de Terror: Eugenio Colonnese

21 – Terror nas grandes editoras, parte final

20 – Terror nas grandes editoras, parte 2

19 – Uzumaki

18 – Terror nas grandes editoras, parte 1

17 – Do cinema para os quadrinhos: Evil Dead/Army of Darkness

16 – Terror no mundo real: o Comics Code Authority, parte final

15 – Super-heróis com um “pé” no terror: Doutor Oculto

14 – Terror no mundo real: o Comics Code Authority, parte 1

13 – Da TV para os quadrinhos: Elvira, a Rainha das Trevas

12 – EC Comics , epílogo: O Discurso Contra a Censura

11 – Criadores de Terror: Salvador Sanz

10 – EC Comics, parte 3: o fim

9 – Super-heróis com um “pé” no terror: Homem Formiga

8 – Interlúdio: Shut-in (trancado por dentro)

7 – EC Comics, parte 2: o auge

6 – Interlúdio: Garra Cinzenta, horror pulp nacional

5 – EC Comics, parte 1: o início

4 – Asilo Arkham: uma séria casa num sério mundo

3 – A Era de Ouro dos comics de terror

2 – Beladona

1 – As histórias em quadrinhos de terror: os primórdios

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